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Andresa Boni: Loucura e um sonho clandestino

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A repórter do Balanço Social da Cultura, Andresa Boni, esboça um sorriso diferente. Uma simpatia embutida de delicadeza e de um caráter forte, “típico de jornalista”.

Na TV Cultura, dizem, tudo é arcaico, burocrático, fruto de um funcionalismo público que permeia todo o universo desta rede de TV e que acaba dificultando muitos dos processos de produção de qualquer coisa.

Porém tudo isso “obriga” as pessoas a construírem relacionamentos, afinal de contas, autorizações, pedidos, equipamentos para gravação, devem ser entregues em papel e assinados pelos responsáveis de cada setor envolvido. Em outros lugares, com sistemas modernos, tudo talvez possa ser feito pelo computador, as realidades se afastam e os relacionamentos podem ser que não se estabelecem.

Na Cultura conhece-se historias, pessoas, ás vezes “a distancia”, só de olhar. É possível fazer a experiência de saber o nome dos cinegrafistas, do cara do tráfego de fitas, brincar com o pessoal da chefia, depende muito de cada um, claro. É justamente nesse ambiente que trabalha Andresa e em uma conversa informal descobri as peripécias que a fizeram ser Repórter.

 Era 1999, terceiro ano da Faculdade Metodista, e a jovem decidiu fazer o curso de locução televisiva no Senac. Aqueles meses ajudaram a jovem a conseguir um estágio na TV Bandeirantes, tão desejado por ela. Porém, após dois meses lá, o programa em que ela estava envolvida acabou e Andresa se viu sem poder continuar aquele aprendizado tão enriquecedor.

“Foi aí que fui bater na porta do Chefe de Redação e expliquei que estava aprendendo bastante com o estágio na BAND, que o programa em que estava trabalhando acabou e que gostaria de ser remanejada”. Com a promessa de tentar fazer o que ela queria, Andresa foi para casa, mas o telefonema que a recolocaria na BAND não veio.

“Então decidi ir de novo na BAND, passei o meu cartão e vi que ele ainda não tinha sido bloqueado”. Durante quase um mês, a jovem se envolveu nas atividades do Jornal da Band, buscando se “fazer útil”. “Muitas eram as brincadeiras do pessoal que dizia: Clandestina”. Mas ela continuou lá, indo todos os dias depois da faculdade e ficando oito horas. “Eu sempre tive certeza que queria fazer jornalismo e trabalhar em TV”.

Com a virada do mês o RH da Bandeirantes chamou Andresa para perguntar o que tinha acontecido. Espantaram-se ao perceber que ela estava entrando nas dependências da TV por tanto tempo, sem estar vinculada à empresa. Contudo, todos já estavam comovidos com a jovem. Ela soube se envolver e assim era importante que ficasse. Desta forma o chefe de redação sugeriu que a jovem fosse para o programa Realidade e, após dois meses de “sacrifício”, foi contratada, para trabalhar no jornalismo da BAND, onde ficou por mais de 5 anos.

 Ouvir essa história me fez perceber o quanto é importante ir atrás daquilo que a gente quer, claro que o mais difícil é justamente descobrir isso, mas ficou o testemunho de que os sonhos precisam de uma boa dose de “loucuras” para acontecerem.

É possível diminuir o roubo de celulares?

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Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, no último levantamento feito, em 2007, só na capital paulista foram roubados 108.901 aparelhos celulares, uma média de quase 300 assaltos/dia.

Com a chegada dos celulares com chip, o interesse dos ladrões por aparelhos celulares aumentou. É só ele comprar um novo chip por um preço médio de R$30,00 em uma operadora e o instalar no aparelho roubado.

Mas será que é possível bloquear o celular, mesmo após o roubo, garantindo assim que seus contatos ou outras informações não sejam roubadas?

Sim. Essa informação útil que os comerciantes de celulares não divulgam, ajuda a resolver esse problema.

Para isso, antes de tudo, é preciso obter o número de série do seu celular (GSM). Para obtê-lo digite *#06#

Em seguida, aparecerá no visor um código de algarismos. Este código é único!!! Escrevam-no e conservem-no com cuidado!!!

Se roubarem seu celular, telefone para sua operadora e informem este código. Assim, seu telefone poderá então ser completamente bloqueado, mesmo que o ladrão mude o ‘Chip’.

Provavelmente não recuperarão o aparelho, mas quem quer que o tenha roubado não poderá mais utilizá-lo.

Quem sabe isso também não ajude a diminuir o roubo de celulares? Não custa tentar.

I never can say goodbye – Tributo ao Michael Jackson

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Morreu um pedaço gostoso de lembranças maravilhosas da minha infância.

Ele foi pro céu com gritinhos, passos modernos e um jeito particular de cantar.

Ao som de “Remember the time” eu e minhas irmãs afastávamos o sofá da sala e dançávamos que nem loucos, tentando imitar o nosso professor.

Adorava assustar a minha irmã mais nova colocando infinitas vezes o clip de “Thriller” e confesso que tinha também um certo medo.

Michael Jackson leva à lá “moowalker” muita coisa gostosa que vivi, muita felicidade que exalavam de suas canções, dos Jackson 5 ao History, porque depois suas canções pareciam tristes.

Contradições, complexidades, incertezas. Entre acusações de abuso sexual, tratamento para pele e cabelo, o fantástico cantor conseguiu se transformar em “algo” difícil de descrever.

Porém, mesmo assim, o que fica é o talento desse cara que conquistou milhões de pessoas. Foram 750 milhões de CDs vendidos. Números acima de qualquer um que duvide do seu imenso talento.

O que mais me impressionou nas coisas que li sobre o cantor foi que ele não sabia nada de partitura, compunha na cabeça, gravava num radinho e depois dava para os músicos trabalharem.

Hoje presto essa homenagem a um cara humano, como todos nós, mas que soube usar do seu talento para transformar o mundo, não salvar, mas inspirar muitas pessoas a buscarem a alegria. Principalmente aos negros, que ainda hoje são marginalizados em todas as esferas da sociedade.

Que Deus acolha com alegria esse homem sofrido, mas que soube muito bem transformar a arte musical e a dança, em milhões de sorrisos.

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Blog do Jornaleiros – o documentário

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Prezados amigos, colegas de profissão, professores e outros

Está no ar o meu blog (isso mesmo, mais um ! heheheh) do projeto de conclusão do curso (eu me formo esse ano!! Ebaaaaaaaaaa!!!)

A idéia é divulgar algumas discussões provocadas durante o processo de produção do meu documentário, que chamei de JORNALEIROS (sem dar conotação pejorativa a essa profissão muito digna) para questionar que profissional está saindo das universidades e chegando ao mercado de trabalho.

Também vou divulgar os pré-roteiros, roteiros, idéias… leituras…. tudo…

Na verdade, tudo é uma grande desculpa para falar dos questionamentos (meus, também, claro!) dos estudantes das 4 principais universidades de jornalismo da cidade de São Paulo, apoiado na declaração dos principais educadores e alguns profissionais da área.

No item SOBRE está o resumo da idéia propulsora desse trabalho

Em VIDEOS estarei divulgando os primeiros TEASERs e TRAILERs.

Também é possível assinar o blog e receber as notícias e atualizações por email.

O endereço é:

http://documentariojornaleiros.wordpress.com/

A lógica comum entre a internet e o Capitalismo

I-181-0415Atualmente existem cerca de 1,5 bilhões de usuários de internet, segundo a Internet Worlds Stats (www.internetworldstats.com).

Esse enorme contingente de “surfistas” coloca em questão quais são os limites da esfera pública e particular na internet. Muitas pessoas acreditam que, porque o computador para acessar a Rede está em suas casas, tudo aquilo que é feito nesse ambiente não é passível de intervenção do Estado.

Contudo, além dessa discussão existe outra, também muito importante, que dialoga diretamente com a lógica capitalista, cada vez mais questionada no limiar de um colapso global que vem se configurando atualmente no mundo e provém justamente desse modelo de sociedade.

As informações da internet são de maneira geral mal concebidas pelos seus usuários. Muitas pessoas acreditam que tudo aquilo que está dentro do universo Web tem existência material, sem se dar conta de que tudo que transita neste universo está alocado em servidores reais, com limite e capacidade de armazenamento e, sobretudo, dentro do espaço físico de empresas privadas. (Estima-se que a americana Google possui um imenso arsenal de informações dos seus usuários em seus servidores, compiladas pelos seus programas como: Orkut, You Tube, Blogger, Gmail, entre outros)

Porém, o que precisa estar claro por quem usa a internet é que essa grande massa de “conteúdo” precisa necessariamente desses servidores físicos para existir. Nada está fora dessa condição. Com o Capitalismo a relação é a mesma.

Todo o dinheiro produzido no mundo – papel moeda – necessita de uma relação direta com riquezas físicas, materiais como ouro, petróleo, plantações e etc. Mas, também aqui existe um entrave. A mesma incapacidade de relacionar a informação da internet com a necessidade de servidores físicos, é transferida para o modelo econômico vigente. As pessoas não conseguem entender que o dinheiro é só uma maneira simbólica de representar as riquezas específicas de um determinado local, ele em si, não tem valor algum.

Assim, chegamos a primeira grande crise do século XXI.

A lógica especulativa transformou, de maneira inconseqüente, “achismos” em dinheiro. Dessa forma se chegou a uma dívida de 600 trilhões de dólares, enquanto a economia mundial só é capaz de produzir 50 trilhões e os EUA, principal motor da lógica especulativa, 13 trilhões em riquezas.

Essa perda catastrófica da relação dinheiro-riqueza acabou gerando um enorme problema para a economia global e os governantes ainda estão buscando uma forma pacífica para resolver o problema.

Em meio a tudo isso o pensamento socialista vai ganhando voz, principalmente nos países sul-americanos. Em contrapartida, as empresas capitalistas tentam abafar esse emergir de uma nova sociedade, temerosas da perda de seus bens, do capital privado.

No Brasil o episódio da “Ditabranda” (em que o editorial da Folha de S.Paulo usou este termo para dizer que a ditadura brasileira não pode ser comparada aos outros regimes ditatoriais da América Latina) foi um exemplo quase escandaloso das estratégias políticas que visam controlar a ebulição social pró Esquerda no Brasil, ás vésperas das Eleições presidenciais, e intensificar a retomada do poder pela Direita. (Aqui, cabe lembrar que a principal candidata da Esquerda brasileira, Dilma Ruosseff, foi uma das protagonistas da luta contra a Ditadura).

A falta de diálogo entre “as partes” ideológicas, tanto no Brasil, como no resto do mundo, gira em torno da necessidade de manutenção do poder. O pensador Herbert Marcuse em seu ensaio sobre a Ética da Revolução justifica a violência prol revolução (mudança de modelo de sociedade) como necessária para o desenvolvimento social, porque “ninguém estaria disposto a abrir mão dos próprios privilégios de maneira pacifica”. Por isso o conflito, o combate entre forças divergentes. No Socialismo: primeiro a ideologia, depois os seres humanos. Enquanto no Capitalismo é o dinheiro que toma lugar das pessoas.

Essa força da Esquerda ecoa justamente com o ruir das grandes empresas capitalistas. A General Motors é um exemplo simbólico da necessidade de readaptação do Capitalismo sobre as condições em que ele mesmo chegou. A massa de desempregados vai crescendo e transformando o planeta numa imensa panela de pressão, prestes a explodir, mas a maioria da população mundial continua vivendo a sua vida, trabalhando, estudando, sem perceber que a lista dos desempregados corre “de baixo para cima”.

Diante dessa conjuntura existe um impasse sem soluções.

Não, talvez exista uma única plausível: o diálogo.

Enquanto os “Dinheirocratas” e os “Ideologiogratas” não estiverem, ambos, dispostos a abrir mão do pouco suficiente para que esse diálogo se estabeleça será impossível encontrar uma saída sadia para os problemas do mundo.

Seria ingenuidade acreditar que uma forma ou outra de governo é capaz de transformar a sociedade. A história mostra o falimento de ambos. Estados Unidos, União Soviética, Cuba, União Européia. Todos, independentemente do regime, acabaram colocando outras coisas à frente do Homem.

A situação é esta. O tempo vai passando e o cenário vai se desenhando com dramaticidade crescente. Como um vírus que corre pela INTERNET, sem vacina, e que é capaz de destruir todas as informações da Rede: contas bancárias, registros pessoais, fotos de família, trabalhos universitários e etc… a “vida” de cada cidadão do século XXI.

Uma frase há tempos vem ecoando na minha cabeça. “Confundimos de maneira insana radicalismo e extremismo. Qualquer forma extrema de afirmar uma idéia é suspeita. A ética coloca a pessoa em primeiro lugar, principalmente aqueles que pensam diferentemente de mim. Eles também são gente como a gente e a Verdade é a união de inúmeras peças, fragmentos, pensamentos. Ela não exclui, engloba”.

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