Category: Co-agir com o mundo

Salvem as nossas famílias

famílias

Os últimos episódios de violência no Brasil e no mundo têm assombrado a nossa sociedade e agora, os mesmos, adquirem ainda mais caráter de caos, pois a natureza começa a reagir aos maus tratos feitos pelo homem, não somente entre os seus semelhantes, mas com o Criado.

Contudo, um pequeno esforço faz perceber que existe uma raiz para todos esses problemas: o descaso pela família.

Recebemos de herança da geração nascida na metade do século XX o desejo de liberdade. Contudo essa vontade de Ser, indivíduos, nos tornou enfim, individualistas. Com mais direitos que deveres; mais eu, que nós e assim, o antro da vida compartilhada, da “divisão de bens” (materiais e espirituais), passou a ser mais um subterfúgio para a realização de prazeres pessoais.

Salvar a família, como dizia um político italiano Igino Giordani,é salvar a civilização.

O descaso e o desrespeito dos filhos em relação aos pais, o autoritarismo ou o excesso de “liberdade” dos pais para com os filhos são já atitudes fracassadas e que evidenciam a necessidade de pegar novos caminhos.

Se construirmos famílias enriquecidas de amor e cumplicidade verdadeiras, podemos dar os primeiros passos para resolver o problema da violência, do respeito, da importância que existe em cada ser humano.

Somos assassinos

Somos assassinos

Ligo a TV me assusto com aquilo que o mundo virtual quer me impor… São muitos watts de informação mastigada, superficial e sem escrúpulos.

O episódio do assassinato do menino, brutalmente arrastado por quase 10kms. é um exemplo fresco.

Assistindo o Fantástico ontem, senti certo repúdio no modo como os meios de comunicação dramatizam um acontecimento tão sério, um problema crônico.

Apontar um culpado, incriminar de forma revoltosa os adolescentes que praticaram o roubo que resultou na morte do menino de 6 anos é simplificar a realidade que existe e assola o Brasil há muito tempo.

Ninguém se sente assassino por estar omisso e passivo em relação à pobreza, a desigualdade social, que para muitos, meia dúzia de assistencialismos resolvem o problema e acalmam a alma de quem os pratica.

Certamente esses adolescentes pagarão com as suas vidas pela morte desse garoto… serão talvez estuprados, massacrados, pelo horrendo ato que cometeram, mas NADA vai trazer de volta a vida daquele menino e a alegria da sua família.

Andando pelas ruas do centro de São Paulo, no caminho para o meu trabalho, vejo ao menos uma meia dúzia de mendigos, bêbados, deitados e jogados pelo chão… porém o que mais me incomoda são as crianças… imundas, esparramadas pelas calçadas, como lixo.

Essas crianças sem futuro, sem oportunidades, sem pais, certamente não se importam em perder sua liberdade e suas vidas, porque nunca tiveram nada. Elas crescem banalizadas, refugo social, mas procuram seu espaço, que é sempre negado pela nossa postura egoísta, omissa e passiva.

A culpa é desses meninos?? Não… é minha.

Como salvar o mundo

salvar o mundo

Depois do enforcamento brutal do ex líder iraquiano Saddam Hussein a sociedade novamente refletiu sobre as execuções sem ou com concessões.

No advento do Natal de 2006 outra morte gerou discussão no mundo. A eutanásia aplicada pelo médico italiano em um paciente que estava “vegetando” por muitos anos e a resposta do Vaticano vetando o enterro religioso do mesmo, nos faz pensar sobre o poder que o Estado ou indivíduos têm de tirar a vida de cidadãos, ou a própria vida.

Existem centenas de casos comprovados de execuções provas suficientes, mas o desejo de vingança, ou melhor, acerto de contas, contribui no contínuo ciclo de intolerância, que permanece através da nossa omissão diante dos acontecimentos.

A sociedade aprova atos como este, no qual a vida adquire “valor de troca”, produto que pode ser aproveitado e descartado de acordo com a necessidade… é o ápice do capitalismo selvagem.

Imersos nessa realidade cada vez mais desesperadora é sempre difícil acreditar que o Amor pode fazer algo, mas só ele pode salvar o mundo.

Quando se ama e esse amor entra nas pessoas se constrói já um mundo novo, pois se descobre o outro e se entende que a nossa força está nessa união gerada.

Amar, o amor, é a única maneira de salvar o mundo e fazer com que a sociedade se dê conta da impossibilidade de manipular as vidas, de que nada é nosso e por isso não podemos fazer usufruto do que somos de forma depreciativa.

Descobrir COMO amar é o maior desafio…. Em cada momento surgem inúmeras oportunidades de viver pelas outras pessoas, de ajudar, com atos ou pensamentos, orações… Quanto mais somos oportunistas, mais poderemos contemplar esse Novo Mundo.

Page 38 of 38

Powered by WordPress & Theme by Anders Norén