Category: Co-agir com o mundo Page 37 of 38

Rainhas do Futebol

Rainhas do Futebol

Tardei meu almoço para ver os últimos minutos da final do futebol feminino no Pan do Rio.

Desde que cheguei de viagem venho ouvindo minhas irmãs falando nomes desconhecidos… Marta, Cristiane, Pretinha. Mulher jogando futebol??? Deve ser um saco, pensei.

Porém, sentado no sofá de casa, me deslumbrei com as jogadas da melhor jogadora de futebol do mundo, do show das brasileiras diante da fortíssima seleção americana.

Sempre achei que a única coisa que as mulheres talvez nunca superariam os homens era no futebol. Estava acostumado em ver um esporte cada vez mais equilibrado e exigente fisicamente, destacando-se Ronaldinhos, Robinhos, Cristianos Ronaldos, os poucos atletas que ainda dão um certo toque de magia, contra a brutalidade tipicamente masculina.

Porém hoje vi o contrário… mulheres velozes, habilidosas, correndo em direção ao gol, jogando um futebol bonito e gostoso de assistir. Ainda despreocupadas com o sucesso e o dinheiro e procurando dar espetáculo para que valha a pena cada centavo pago no ingresso ou o tempo perdido na frente da tv.

Durante a premiação, quis ser o excelentíssimo senhor João Havelange… Entregar a medalha e dar dois beijinhos naqueles rostos bonitos das jogadoras canadenses e americanas. Certamente todas perfumadas, lindas.

E as brasileiras! Elas talvez percam em beleza, mas são as melhores no esporte. Aqueles rostos felizes… sorrisos e lágrimas, encheram meu coração de um sentimento de orgulho. Mulheres, cada uma com a sua história… Seres que são amor personificado, força, compreensão.

Depois da premiação a foto… todas as atletas juntas. Sem brigas, até nisso as mulheres são mais civilizadas, até nisso são melhores.

Desliguei a televisão certo de uma só coisa: Ver o meu esporte predileto, jogado por mulheres tão fantásticas é unir o agradável ao formidável.

Para conquistar o mundo | Congresso Panamericano

conquistar o mundo

Quando Iride e Gepina leram a mensagem de Chiara que dizia: “Sempre mais adiante… Precisamos conquistar o mundo”, ninguém poderia imaginar os tantos passos já realizados e os caminhos percorridos pelos gen de toda a América.

Do dia 9 a 14 de Julho nos reunimos na Mariapolis Lia, em O´Hoggins na Argentina, para tentar entender juntos os novos caminhos à seguir, conscientes das problemáticas atuais decorrentes sobretudo do relativismo e da sociedade de consumo.

Já no primeiro dia do congresso, o céu providenciou uma neve que não caía há mais de 30 anos na região. Para todos era como uma confirmação de que aquele era um momento especial, abençoado também pela natureza, espelho do amor divino.

O primeiro Congresso Gen Panamericano realizou-se de modo simples, buscando criar os mais variados espaços para o diálogo. Os dias transcorridos juntos evidenciaram o constante empenho em viver a vocação gen de modo verdadeiro e completo. As apresentações das regiões e países mostraram as diferentes atividades já realizadas e os muitos frutos do quarentésimo do Movimento Gen.

40 anos em caminho

O congresso Panamericano foi um marco no transcorrer de 40 anos de história do Movimento Gen. Durante o encontro, foi possível transportar-se aos primórdios do Movimento Gen através do DVD com a história de Vincenzo “Eletto” Folonari, pedra angular no nascimento do Movimento Gen, por ser um dos primeiros adultos do Movimento com a sensibilidade e amor direcionados especialmente para os meninos e adolescentes.

Os 40 anos percorridos pelos jovens do Movimento dos Focolares evidenciaram uma busca contínua em valorizar as Primeiras Gerações, fundadores que viveram momentos históricos importantes e que assim podem enriquecer as transformações do presente. Também os Gen 3 foram lembrados de modo especial durante o Congresso Panamericano, por serem também o futuro da Obra. O relacionamento entre as gerações mostrou-se pressuposto para que o mundo unido se realize.

Um novo paradigma de economia

Desde que fora confirmada a realização do primeiro Congresso Gen Panamericano muitos foram os questionamentos se ele contaria com a participação de todos os países da América, devido às dificuldades financeiras existentes na maioria do continente.

Assim, foi lançada a proposta audaciosa de uma cota única para os participantes, para que todos pudessem ir, sendo superados os empecilhos financeiros. Muitas foram às atividades que giraram em todas as cidades. Em Córdoba, na Argentina, por exemplo, foram feitas diversas atividades. Algumas semanas antes do congresso os Gen acreditavam que conseguiriam arrecadar 250 euros para a comunhão entre as regiões, mas falando com os adultos que foram Gen durante os 40 anos de história sobre o congresso e a proposta da cota única, para ajudar àqueles que iriam de países mais distantes, muitos se propuseram a contribuir de alguma maneira e no final foram arrecado cerca de 750 euros.

Karim, de Los Angeles, Estados Unidos, comprou sua passagem, mas sentia que deveria dar mais e por isso convidou seu grupo Gen para viver junto com ele essa experiência de partilha mundial, incentivando a partilha das economias para ajudar com os gastos do Congresso. No Paraguai as primeiras gerações foram convidadas a trabalhar para ajudar os Gen. Em um domingo, um grupo de famílias organizou um almoço para 200 pessoas, o que gerou também um bom dinheiro para os gastos com as passagens.

Superando as dificuldades, para realizar o ¨Que todos sejam um¨

A semana vivida entre os Gen das Américas evidenciou um aspecto importante para superar as dificuldades e assim levar o Ideal do mundo unido aos quatro cantos da terra: a vida da Palavra.

Já no período de fundação do Movimento do Focolares, Chiara e suas companheiras procuravam, cotidianamente, extrair um trecho do Evangelho para vivê-lo intensamente. Essa vida nova transformava e conquistava a todos, adultos, idosos e especialmente os jovens.

No último dia do congresso, em uma ligação feita à casa de Chiara, o convite de “dar uma mão para realizar o Que todos sejam um” serviu como confirmação de que é através da vida radical do Evangelho, que se construirá em toda a América e em todo mundo, a mesma unidade existente entre os Gen durante o Congresso Panamericano.

Partimos todos certos de que um grande passo foi dado. Agora conhecemos nossas realidades, nossos irmãos que vivem tão próximos e assim podemos rezar e viver mais intensamente por cada realidade da América, conscientes de que a unidade no nosso continente só tem sentido se envolver todo o mundo.

O homem pode transformar a política

transformar a política

O mundo viveu grandes revoluções históricas, especialmente nos últimos duzentos anos. Mobilizações sociais, regimes extremistas, ações de tantos que almejavam um mundo novo, pensando no que achavam melhor, mas nem sempre deixando heranças proveitosas para as gerações posteriores. No Brasil, “Mensalão”, “máfia das sanguessugas”, impeachment, “operação navalha”, são alguns exemplos atuais dessa raiz corrupta dos detentores do poder no país. Uma pergunta permanece: dá para transformar a política?

Desde a colonização portuguesa, voltada para consumir os recursos naturais e minerais do Brasil, houve uma contínua postura proveitosa da grande maioria dos responsáveis pela administração do espaço público. Quinhentos anos depois, desenhou-se ainda uma crescente evolução dos mecanismos de corrupção. Uma nova fase do “crime organizado” endêmico, aparentemente isento de soluções.

Atualmente, medidas para dificultar as peripécias dos governantes corruptos têm sido adotadas de forma gradual pelo poder federal brasileiro. Escândalos envolvendo tanto o judiciário, quanto o legislativo e o executivo, estão mais presentes na mídia, fato de considerável avanço para a sociedade, que agora pode acompanhar o desempenho dos seus eleitos e aliados durante o mandato.

Acreditar em uma solução para essa endemia hereditária parece utopia vendo movimentos tão vagarosos, sobretudo punitivos a essas atitudes. A transparência nos mandatos, uma maior fiscalização da mídia como instrumento incentivador do acompanhamento da população, voltando às suas raízes de veículo de comunicação social, são algumas medidas aplicáveis.

A idoneidade comprometida da polícia federal, civil e militar com a população, suplantada por salários e condições de trabalho dignas, são os primeiros passos para que essas fiscalizações sejam efetivas e isentas de fraudes e subornos.

Porém, mesmo diante de todas as medidas concretas, que criem terreno para o combate a corrupção, é a transformação do “ator político”, que abrange todos os interesses da pólis (Estado) englobando a sociedade, a comunidade e a coletividade, que possibilitará avanços efetivos para o combate a corrupção. Antes de uma política verdadeira, concreta, nova, é preciso homens novos, cidadãos responsáveis do seu papel cívico.

Os iminentes fracassos de mudança social certamente se deram porque se buscaram mudanças de regimes, estamentos, mas não se buscou mudar o homem. Esse compromisso social e pessoal de cada um é o pré-requisito que possibilitaria viver em um país que efetivamente se desenvolve, não isento de problemas, mas pronto para buscar soluções visando o bem estar social.

Antes de um mundo novo, homens novos

homens novos

Vivemos momentos de grandes revoluções históricas, sobretudo nos últimos duzentos anos. Mobilizações sociais, aparecimento de grandes líderes, regimes extremistas, ditaduras, tudo foi feito por homens que almejavam um mundo novo, pensando no que eles achavam melhor, mas que nem sempre deixou heranças proveitosas para as gerações posteriores.

No nascer desse terceiro milênio observamos novamente um novo período revolucionário. O capital e a ditadura econômica buscam sobreviver ao seu próprio ciclo vicioso. As desigualdades sociais são ainda mais gritantes, atingindo bairros envolvidos pelas periferias. A falta de diálogo já chegou a derrubar as torres edificadas pelo capitalismo selvagem.

Pensamentos pessimistas me incomodam sempre que procuro respostas e soluções para esse mundo que tenho agora que gerir, como adulto. Contudo, uma inspiração, fruto da minha formação, me faz descobrir o oásis no meio desse imenso deserto.

Os iminentes fracassos de mudança social certamente se deram porque se buscou mudanças de regimes, estamentos, mas não se buscou mudar o homem.

Antes de um mundo novo, homens novos. Essa frase não tem saído da minha cabeça, pois parece a única solução para os problemas que assolam a comunidade mundial.

Porém, para sermos esses homens novos é preciso, antes de tudo, um amor incondicional a todos e a uma doação total a eles. Sem esses pré-requisitos é impossível viver em um mundo unido, não isento de problemas, mas pronto para buscar soluções juntos.

Clara Caldeira: construindo um mundo mais belo

Clara Caldeira

1 pessoa, 10 minutos de conversa, algumas palavras, que tentam definir: uma vida. Clara Joséphine Figueirdo Caldeira da Silva, ou só Clara Caldeira mesmo, tem 19 anos, francesa de nascimento, mas brasileira de registro. Ajudada pelo método construtivista de ensino, cresceu livre para traçar seus caminhos e realizar dois grandes sonhos: mudar o mundo e reavivar o jornal e a produtora do avô falecido.

Quando se olha para os belos olhos claros, penteado moderno, roupas estilo hippie, dificilmente percebe-se a pouca idade, ainda mais “disfarçada” pela maturidade e a transparência da jovem Clara Caldeira.

Nascida em Paris, fruto de um relacionamento entre dois arquitetos que migraram para França a fim de realizar estudos de pós – graduação, transferiu-se com seis meses para o Brasil, mais exatamente no bairro de Perdizes em São Paulo, onde vive até hoje.

Clara Caldeira teve o método construtivista do Colégio Vera Cruz como suporte para a formação da sua educação. A liberdade de construir o conhecimento foi importante para ela, que, ao aprender como se escreve um texto dissertativo na oitava série, entendeu que talvez seria o Jornalismo o caminho a seguir profissionalmente.

O falecido avô, jornalista, foi um dos grandes modelos para a Clara Caldeira. “Eu escrevia textos desde pequena e meu avô corrigia” – diz a jovem que também foi estimulada pela presença dos pais, que, apesar de arquitetos, escrevem muito bem. Ela, além do jornalismo, tem interesse pelas artes, o que ela mesma define como uma tendência à valorização da estética.

A jovem Clara Caldeira mora com a mãe e o irmão de 16 anos após a separação dos pais, que tem outro filho de três anos de um outro relacionamento. Trabalha há um mês em três publicações direcionadas da Editora Monte Castello e chegou a trabalhar na ong Cenpec em 2006, em que ela considera ter sido uma boa experiência.

Clara Caldeiraquer ser jornalista, pois acredita que escrever é um dos seus talentos. Que através da escrita pode realizar seus sonhos: mudar o mundo e reavivar a publicação “Jornal Verde” e a produtora Jaraguá Filmes, do seu falecido avô. Tem como objetivo escrever, preferencialmente em uma publicação mensal, sobre cinema ou política e quer aproveitar ao máximo as experiências de estágio para descobrir o que gosta.

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